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11/07/2019 09:14 portalpopline.com.br

Álbuns antológicos de Chico Buarque, Maria Bethânia e Elis e Tom serão relançados em disco de vinil!

No último dia 26 de junho, a Universal Music Brasil lançou a primeira plataforma de vendas diretas aos fãs, trazendo para os amantes da música uma diversidade de produtos musicais e de outros segmentos, como decoração, moda e acessórios e vários álbuns clássicos do cancioneiro nacional foram relançados em disco de vinil. Os primeiros lançamentos abarcam um período de grande criatividade e mudanças radicais na música brasileira.

 Importante meio de contestação do regime militar imposto pelo golpe de 1964, a mais popular forma de arte no país também foi perseguida e previamente censurada durante a ditadura. Gradativamente, o sol, o sal e o sul idealizados pela Bossa Nova foram dando vez às canções de protesto e às experiências estético-musicais propostas pelo Tropicalismo, dando origem à chamada MPB (Música Popular Brasileira). O pop, o rock e os modismos musicais estrangeiros passaram a ser absorvidos por uma nova geração de cantores e compositores, não sem alguma resistência dos puristas.
 

 São de 1967, Garota de Ipanema, trilha sonora do filme homônimo dirigido pelo cineasta Leon Hirszman, e Domingo, o primeiro LP de Gal Costa e Caetano Veloso. Embora a influência da Bossa Nova seja inequívoca, podemos observar o surgimento de uma nova maneira de se fazer música em ambos os discos. Entre as famosas composições de Tom Jobim e Vinicius de Moraes presentes em ‘Garota de Ipanema’, um jovem chamado Chico Buarque aparece em duas faixas autorais: ‘Um chorinho’ e ‘Noite dos mascarados’, em dueto com Elis Regina. Já Caetano e Gal destilam a Bossa Nova à procura de novos caminhos musicais resultariam no Tropicalismo.

Em 1971, Maria Bethânia estreou na Philips (Universal Music) com o disco A Tua Presença, considerado um de seus melhores e mais sofisticados trabalhos. Voz contestadora durante o regime militar, Bethânia anunciou a desejada volta do irmão, Caetano, exilado em Londres, em ‘Mano Caetano’, de e com Jorge Ben Jor, e gravou ‘Rosa dos ventos’, de Chico Buarque, que viria a ser um clássico de seu repertório e da resistência cultural durante o regime de exceção.

De 1972 são Tim Maia e Elza Pede Passagem, excelentes exemplos de assimilação e transformação de influências musicais internacionais, como a black music e, mais precisamente, o funk que dominou os bailes nos subúrbios cariocas, arrebanhando um crescente número de admiradores. O terceiro disco de Tim, artista que melhor traduziu a soul music, segue o alto padrão musical de seus lançamentos anteriores e emplaca um novo hit, ‘Canário do reino’. O soul também é o mote do disco ‘Elza pede passagem’, produzido por Dom Salvador, um dos mais importantes discos da cantora e que marca o seu retorno ao Brasil.

Nem mesmo as alterações impostas pelos agentes da censura militar impediram que ‘Fado tropical’, ‘Tatuagem’, ‘Bárbara’ e ‘Não existe pecado ao sul do Equador’, faixas do disco Calabar, de Chico Buarque, se transformassem em clássicos da MPB. A trilha sonora da peça homônima escrita por Chico Buarque e pelo cineasta Ruy Guerra lançada em 1973, com o título de ‘Chico canta’, está de volta com sua capa e nome originais.

O ano seguinte viu nascer um dos melhores discos brasileiros de todos os tempos. Elis & Tom registra o encontro de dois titãs da nossa música, Elis Regina e Tom Jobim, em 14 faixas impecáveis, como ‘Águas de março’ e ‘Só tinha de ser com você’.

Quatro anos mais tarde, embalado pelo sucesso da disco music, o público brasileiro soltava suas feras nas pistas de dança. A aceitação foi tamanha, que tivemos até nossa versão brasileira da rainha das discotecas, Donna Summer. A cantora paulista Lady Zu conquistou as paradas de sucesso com a dançante A noite vai chegar, que daria título ao seu primeiro disco.

Também em 1978, um representante da nova geração de artistas da MPB confirmou seu talento como cantor e compositor lançando seu segundo disco. Depois do sucesso consagrador de ‘Flor de lis’ e ‘Fato consumado’, Djavan deixou entrever a diversidade de gêneros, ritmos e influências que marcariam sua obra em Djavan e emplacou os sucessos ‘Serrado’ e ‘Samba dobrado’.


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